Início > Artigos > Jesus Banalizado Parte I

Jesus Banalizado Parte I

ÊXODO 32

1 Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse: Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque, quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu. 2 E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos. 3 Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, os trouxe a Arão; 4 ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito. 5 E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor. 6 No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para folgar. 7 Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu; 8 depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e adoraram-no, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.

Temos visto na sociedade o mais estranho sentimento religioso. As pessoas tornaram Jesus em uma utopia, em um ser jamais visto, que agora adoram como se fosse o Jesus bíblico, como se tivesse sido extraído do mais puro conhecimento que se tem de Jesus.

Mas e daí? Não haveria problema algum, segundo a sociedade, se o Jesus seguido não fosse colocado em pé de igualdade com o Jesus bíblico, de considerarem Jesus como parte das principais religiões do mundo, principalmente do Brasil especificamente. Mas o fato de criarem para si um ideal de Jesus e dizer que este é o Jesus verdadeiro já se torna um grande engano.

Primeiro vamos ao primeiro característico de Jesus: o religioso.

Esse Jesus está nas mentes de ateus e os ditos Cristãos. Trata-se de um Jesus de moral, cheio de dogmas e rituais. Este Jesus surgiu da tradição que foi criada em torno do nome dele. Os ateus usam esse Jesus para criticá-lo, enquanto os crentes usam-no como a base de sua fé. Tal Jesus é uma blasfêmia, pois não tem validade bíblica.

O ateísmo afirma que esse é o Jesus que católicos e evangélicos, principalmente, seguem. É um Jesus que destruiu a vida de muitas pessoas e foi objeto das mais sórdidas idéias humanas para lucrar em cima dos outros. É um Jesus que não ama ao próximo, que é mau e que brinca com o homem. É isso que os ateus crêem.

Porém o Jesus que os crentes mostram é um Jesus limitado, que precisa da ajuda do homem, de sacerdotes e outros para poder operar. Sem falar na necessidade dos santos, principalmente de sua mãe, e dos objetos ungidos para interceder pelos homens. É um Jesus desprezível, pois, por esses modos, ajuda a acumular dinheiro dentro das igrejas, além de manter o prestígio de pessoas ou entidades dentro da sociedade.

O segundo Jesus é o ecumênico. Dias atrás me disseram que todas as religiões do Brasil são cristãs, pelo menos é o que entendi quando uma pessoa falou que as religiões afro – brasileiras eram uma extensão do cristianismo, e outro me disse que o espiritismo era cristão. Esse Jesus é outra mentira que inventaram. Imagine um Jesus que não faz distinção de crenças, que acha que qualquer forma de seguí-lo é valida. É esse o Jesus pregado por muitos e até usado pelo ateísmo como motivo de critica. Alguns chegam a dizer que esse, que esse Jesus, é bíblico.

O homem mais uma vez equivocado levará a si mesmo para o inferno. Esta foi apenas uma introdução desse artigo que visa mostrar a Verdade, doa a quem doer, sem preconceito, mas baseado na razão, e principalmente naquilo que considero a Verdade Absoluta, a Palavra de Deus, ou seja, o próprio Jesus.

No principio desse estudo deixei uma passagem bíblica referente a idolatria. Vemos que nos versos 2, 3 e 4 os israelitas fizeram para si um bezerro de ouro. Entenda o que essa passagem quer dizer. A palavra traduzida como deus para o português, no original hebraico é Yaweh. Algumas Bíblias como a versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida trazem a palavra deuses para traduzir Yaweh. Talvez esse seja um dos piores erros de tradução encontrados na Bíblia, pois faz perder o contexto e a interpretação correta de uma passagem inteira.

Vamos explicar. Os israelitas acabaram de ser salvos do Egito por um Deus que Moísés apresentou com o nome de Yaweh, como pode se visto na versão de João Ferreira de Almeida, que ao tratar o nome original de Deus coloca escrito dessa forma: SENHOR. Tal colocação se encontra em todo o velho testamento, até mesmo antes de Êxodo 32.

Agora pense se há lógica dizer que o povo que foi salvo por Yaweh e viu esse Deus destruir todos os deuses do Egito, se voltaria a outro deus que não o Todo- Poderoso que os libertou do Egito? Não há nenhuma lógica que o deus adorado foi trocado por deuses. Ainda mais que além destes deuses, os únicos deuses que eles conheciam eram os egípcios, e sendo que em nenhum momento eles se apegaram aos deuses de outros povos, de lugares por onde haviam passado, para adorá-los.

Mas vamos entender melhor o que ocorreu naquele momento. Provavelmente uma das motivações dos israelitas em fazer um deus para si foi o fato de ver que os outros povos adoravam seus deuses por meio da representação por imagens. O querer ser igual aos outros, estar dentro do padrão social vigente, acaba fazendo com que o nome de Deus seja corrompido. O Jesus de hoje, por exemplo, é a favor de relacionamentos homossexuais, algo que o Jesus bíblico abominava. Porém o mais interessante não é o adorar a uma imagem e sim o que foi usado para construi-la. O primeiro plano de Arão era fazer uma imagem que tinha ouro, que se cobria com ouro.

O ouro, como até hoje, era considerado um metal precioso e costumava causar impacto nas pessoas. Isso me recorda o que há e sempre houve nos rituais das missas da igreja católica. Muita coisa para causar impacto e fazer as pessoas se emocionarem com a missa achando que Jesus está ali só porque elas estão emocionadas. E as reuniões evangélicas cujos pastores choram, as músicas são melosas e repetitivas, sem falar que quanto mais emoção ou homilética se tem a mensagem, mais de Deus ela se torna. É triste ver que as pessoas dentro das igrejas evangélicas e nas renovações carismáticas só sentem o Espírito Santo e só recebem o batismo no Espírito se a mensagem se direcionar a isso, senão não ocorre nada.

O ouro, com certeza era o metal mais admirado pelos israelitas, mas o que toca mesmo é o animal que eles escolheram para representá-lo: o bezerro. Os israelitas eram pastores e adoravam animais. Seu principal modo de subsistência era a criação de animais. O que dizer então de um bezerro, um filhote de animal que qualquer pessoa que gostasse de animais se apaixonaria na hora. O que eles fizeram foi uma imagem que lhes agradava. Um bezerro coberto de ouro seria o que mais os agradaria. Ás vezes me pergunto, porque o deus que devo seguir tem que ser daqueles que com o pretexto de haver contradições na Bíblia escolhem o que melhor lhes convêm e declaram um deus ecumênico e que aceita o pecado e ainda criticam aqueles que seguem as verdades bíblicas. Tais pessoas estão tão enganadas em suas idéias que dá até pena. Estes criam um deus que lhes convêm, e ainda o pregam como se fosse um deus geral e não algo que eles mesmos criaram através de suas suposições.

A representação do ouro expressa o prazer que o deus que seguimos nos proporciona, o que ele traz para a gente de bom. É mais confortante criarmos para nós um deus que não virá nos atingir tanto com regras difíceis de serem seguidas do que seguir o Deus único e verdadeiro, Jesus. O bezerro era um animal que trazia alimento aos israelitas, que era o motivo do trabalho deles. Ás vezes é muito bom ter um deus que nos garanta uma vida boa do que ter um Deus que nos leve ao sofrimento, que nos prove para que evoluamos como servos dele Por meio dessas atitudes é que os israelitas pecaram contra Deus e hoje muitos têm pecado contra Jesus Cristo negando-o ao criarem um Jesus Cristo que jamais existiu, nem existirá.

Tal crítica seria infundada se não houvesse tantos que dizem ser cristãos sem mesmo saber quem é o Jesus Cristo a quem servem. Com certeza os primeiros a errarem são os que se dizem católicos ou evangélicos (ou pertençam a qualquer uma destas seitas ditas cristãs). Os segundos da lista são os ecumênicos e por último tem os ateus. O resto não tem porque saber quem é Jesus Cristo, afinal suas religiões não o aceitam como Deus. Porém estes se enganam em suas próprias religiões.

Então vamos por partes na análise de cada um dos grupos:

Católicos: O primeiro grupo de religiosos que sempre erraram em seus conceitos. Tudo começa com a declaração que são a única igreja verdadeira e terem surgido diretamente de Jesus Cristo, por meio de Pedro, que depois entregou sua autoridade aos papas. Só por essa primeira frase já seria suficiente dizer que o Jesus pregado aí não é o Jesus bíblico. Sabemos por fontes históricas que a idéia de papa não surgiu com Jesus e nenhum daqueles que o conheceram enquanto homem.

Os primeiros aspectos que quero analisar sobre o papado são os títulos que estes carregam e as reivindicações que fazem para si. A palavra “papa” vem do latim papa que significa “pai”. Cristo foi bem claro que ninguém poderia ser chamado de pai espiritual a não ser Deus:

“E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso mestre, que é o Cristo.” Mt 23.9, 10

O papa também é chamado de “doutor supremo de todos os fiéis”, o que vai contra o que Cristo ordenou, citado logo acima. São muitos títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega em seus ombros, tais como: “vigário de Cristo”, “sumo-pontífice” e “santo padre”. A palavra “vigário” quer dizer “substituto”. O papa é chamado de “vigário de Cristo”, ou seja, “substituto de Cristo”. Cristo afirmou claramente que o seu substituto na terra seria a pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16-18, Jo 15.26 e Jo 16.7 e 13). O título “pontífice”, que quer dizer literalmente “construtor de pontes”, não veio da Bíblia mas do romanismo, onde o imperador declarava-se o elo de ligação a Deus. O papa é chamado de sumo-pontífice, ou seja, o máximo elo de ligação a Deus. É uma blasfêmia e arrogância um homem se colocar nesta posição. Só Cristo é a ponte para Deus (Jo 14.6 e I Tm 2.5) e o cabeça da Igreja (Ef 1.22 e 23 e Cl 1.18). O título “santo padre” quer dizer “santo pai”, ou obviamente “pai santo”. Sem dúvida alguma este título só deve ser dado a Deus (Ap 15.4). Pois Deus não divide a Sua glória com ninguém (Is 42.8).

Acho que só pelo que se expos sobre o papa já é prova suficiente que esta instituição pode ser qualquer coisa, menos Igreja Cristã. Nesta religião o Jesus seguido é a Igreja. Como pertencer a um igreja que tem como cabeça ela mesma. Poderíamos falar de fatos como culto a imagem de santos, como obediência a ordenanças humanas (como a do papa), de purgatório, intercessão dos mortos e pelos mortos, e muitos outros fatos, mas tudo pode ser resumido em um fato: “A igreja católica é a única igreja verdadeira e a cabeça dela é ela mesma”.

A igreja católica reivindica a sua superioridade sobre a Bíblia, pois afinal de contas eles a formaram, e declaram que a palavra de Deus é a Bíblia e a tradição transmitida oralmente.

Declarar-se superior a Bíblia traz alguns problemas, pois:

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14.6

E em sua oração no monte Getsemâni Jesus disse:

Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. João 17.17

E para aqueles que pensam que tais passagens foram pegas fora de contexto, um estudo completo do Novo Testamento, que não cabe neste artigo, mostra que Jesus declarava que toda a Escritura judaica, principalmente a Torá, e os seus ensinamentos eram a Palavra de Deus. Isso significa que seguir os ensinamentos bíblicos é seguir ao próprio Jesus. Mas este não é o fato, o fato é que a igreja católica se declarou superior a Bíblia em sua profissão de fé. Veja o que Paulo de Tarso declara:

porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Efésios 5.23

Em várias outras passagens Paulo, Pedro, Tiago e João deixam claro a superioridade de Jesus sobre a Igreja, seja como Mediador, como Deus e até mesmo como Senhor, mostrando quem realmente governava a Igreja: o cabeça Jesus Cristo. Para concluir esta parte podemos ver as palavras do próprio Jesus:

1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor. 2 Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto. 3 Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. 4 Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. 5 Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Quem não permanece em mim é lançado fora, como a vara, e seca; tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas. 7 Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. 8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. JOÃO 15

Jesus mostrou que seus discípulos, ou seja, seus seguidores são apenas ramos dele, que é a árvore. Ao se afirmar superior a Bíblia, a igreja católica se declara superior a Jesus Cristo, com isso tirando de si mesma o título de igreja verdadeira, pois a verdadeira Igreja, antes de tudo, tem Cristo como Senhor supremo. Concluindo: o Jesus que esta igreja prega não é verdadeiro. Só nesta única doutrina, todo o resto não precisa ser criticado.

Para obter mais informações sobre as doutrinas católicas, seus aspectos e propósitos, leia os livros: “Catolicismo Romano” de Lorraine Boetner, “Ceia e Missa” do ex-padre Gióia Martins, “Cinquenta anos de Igreja Católica” do ex-padre Chiniqui, Canadá, e o livro “Roma, a Igreja e o Anticristo” do Dr. Ernesto L. de Oliveira.

Apenas um lembrete importante para os ateus que não crêem na Bíblia como a Palavra Imutável de Deus, baseando-se no fato de ter sido criada por homens, quero que me respondam uma pequena pergunta: Se a Bíblia não é inspiração sobrenatural e sim de homens, então porque os primeiros católicos não a alteraram para tornar as doutrinas católicas mais verídicas? Isso teria evitados os cismas protestantes que, antes de questionar a conduta moral, questionavam as doutrinas. Outra pergunta: Se os livros foram escolhidos por homens, segundo a opinião de homens, então porque escolheram o canôn judeu como parte da Bíblia sendo que Jesus criticara a doutrina judaica (pelo menos assim entendiam os cristãos católicos da época), e sendo que todo o novo testamento concorda com o antigo e ainda o explica?

Continua >>>

  1. 18/03/2010 às 05:27

    Olá, gostei muito de seus artigos, gostaria de te convidar para partipar de uma rede de troca de conteúdo, para mais detalhes me adiciona no msn co_herdeiro@hotmail.com ou me manda um email ok. Abraços. Samuel

  1. No trackbacks yet.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: